iG - Internet Group

iBest

brTurbo

08/11 - 05:21

Batidas dançantes dominam segundo palco em SP

Juliana Zambelo

A dupla inglesa The Ting Tings tem apenas dois anos de existência e um único álbum no currículo, mas chegou a São Paulo como a principal atração do palco secundário do festival Planeta Terra 2009. Eles subiram ao palco do parque de diversões Playcenter exatamente à meia-noite deste sábado e mostraram aqui o mesmo show que os europeus tem tido a chance de ver desde que a banda estourou por lá. Um espetáculo divertido, quente e dançante, porém simples, musicalmente limitado e pouco instigante.

Katie White e Jules De Martino apresentaram sozinhos no palco o repertório do álbum We Started Nothing, de 2008. O hit “Great DJ” veio logo no início da apresentação e fez o público que lotava o espaço dançar, cantar e pular com empolgação. Faixas como “Fruit Machine”, “Keep Your Head” e “Be The One” foram vindo na seqüencia, mantendo o público feliz e o show animado. A performance, no entanto, veio colada demais ao que se ouve no álbum e, em alguns momentos, o excesso de bases pré-gravadas – usadas para auxiliar a dupla – sugerem que ter mais músicos no palco talvez fizesse bem ao Ting Tings.

Os ingleses falam pouco, mas são favorecidos pela presença de Katie, a bela e estilosa loira que é extremamente cool sem fazer esforço. O sucesso “Shut Up And Let Me Go” veio quase no final da apresentação e a música que catapultou a banda para o sucesso, “That’s Not My Name”, deu os trabalhos dos ingleses por encerrados.

Carisma e estranheza

Curitibanos do Copacabana Club esbanjam carisma e fazem público dançar

 

A segunda melhor performance da noite veio mais cedo pelas mãos dos curitibanos do Copacabana Club. A banda que vem aos poucos ganhando experiência e construindo seu nome no cenário independente brasileiro provou ter aprendido a ter bom domínio do palco e um entrosamento de profissionais. O carisma e a simpatia da vocalista Camila Cornelsen são naturais e sua comunicação com seu público é direta e eficiente. Jovens falando para a sua própria geração, de igual para igual.

A banda entrou no palco já aplaudida, celebrada por um bom número de fãs, e simulou um sambinha antes de atacar com seu pop dançante. O público numeroso foi entretido durante quase uma hora com faixas como “Tropical Splash”, “Sex Sex Sex”, “King of the Night” e “Come Back”, mas foi com o semi-hit “Just Do It” que o Copacabana Club fez todo mundo dançar.

Outro bom momento do palco secundário foi proporcionado pelo inglês Patrick Wolf, pouco conhecido no Brasil. Com uma música e uma performance difíceis de definir, o cantor causou estranheza em parte da plateia, que preferiu abandonar o espaço, mas angariou novos fãs com sua mistura incomum de batidas eletrônicas, música folclórica, pop barroco e figurinos extravagantes.

Patrick passou boa parte do show agradecendo o público paulistano e elogiando o país. Extremamente reverente, pediu desculpas por não ter vindo antes para estes lados e declarou amor eterno aos brasileiros. Em sua banda, os destaques são o baterista brasileiro Marcelo Vig (“Porque vocês têm o melhor ritmo do mundo”, declarou o cantor) e uma violinista com rosto angelical.

Cantor inglês Patrick Wolf conquista fãs com show provocante

Mistura de Elton John, Boy George, David Bowie e Iggy Pop, Wolf apresentou faixas de seu álbum mais recente, como “Hard Times”, e de trabalhos anteriores, como “The Magic Position”, “The Stars” e “Bloodbeat”.

Pontos baixos

Entrando no palco às 22h30, o grupo inglês de pop eletrônico Metronomy fez uma apresentação correta, porém bastante fria. Atrapalhada pela forte chuva que desabou pouco antes do início do seu show, a banda se mostrou desajeitada na interação com o público.

Formado, contudo, por músicos competentes, o Metronomy concentrou o repertório em seu álbum mais recente, Nights Out, executando músicas como “A Thing For Me” e “My Heart Rate Rapid”. Mas foi “You Could Easily Have Me”, do disco de estreia do grupo, que mais animou a plateia e encerrou a apresentação.

Bem antes disso, às 18h, quando a Ex! subiu ao palco, o cenário ainda era desolador. Nos primeiros minutos de apresentação, o público era reduzido basicamente a pessoas da imprensa e da produção, e foi aumentando apenas lentamente ao longo da performance. Para piorar, a banda liderada por Monique Maion não teve sorte: sofreu com problemas de som e foi bastante prejudicada pelo horário – sua mistura de electro, rock, disco punk e outras sonoridades tipicamente noturnas com letras sobre baladas e sexo não combinou com o sol inclemente que ainda castigava o parque.

No geral, a Ex! não apresenta nada de novo e agita pouco, dando a má impressão de ser uma banda de músicos veteranos tentando pegar carona em uma onda jovem. No set list entraram faixas como “Death is on My Side”, “Feel” e “Slow Motion”. Antes de tocar a última música, Monique convidou as pessoas a invadir o palco e dançar; ninguém se animou a encarar a segurança.

A programação no palco foi aberta pela banda Fuja Lurdes, vencedora do concurso Hit-Zero.

Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG

Arena Foto

Ting Tings

The Ting Tings faz show quente e dançante em São Paulo

Publicidade
Contador de notícias