06/06 - 21:51
Encontro do samba anima Viradão Cultural do Rio
Fred Leal, especial para o Último Segundo
O encontro do samba promovido pelo Viradão Cultural no Arpoador reuniu sobre o mesmo palco Monarco, Noca da Portela, Dona Ivone Lara, Dorina e Marquinhos Diniz - além do mais que eficiente acompanhamento do DNA do Samba, conjunto formado por filhos e netos de grandes sambistas de todos os tempos.
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O clima na pracinha do Arpoador que abrigou o Palco Móvel era de confraternização: entre jovens e senhores de idade avançada ("a velha guarda", como definiu Marquinhos Diniz), sambistas, hippies, moradores de Copacabana, Ipanema, Cantagalo e Pavão-Pavãozinho.
A diversidade do público e o prazer em se apresentar para o público da Zona Sul eram aclamados no palco por Dorina e Marquinhos, que ressaltaram o quão raras são oportunidades como essa - de cantar "do outro lado do túnel".
O DNA do Samba fez do palco roda de samba, e a frequente troca de cantores e vasto repertório ampliavam a sensação. Na praça, mesmo quem cansava e escohia sentar um pouco nas mesinhas de concreto não deixava de cantar e mexer o pé ao ritmo da música.
Entre os momentos mais fortes, a subida de Dona Ivone Lara ao palco deixou muitos emocionados com tantas décadas de dedicação ao samba. Dorina fez um show elegante, segurando o pique e revendo clássicos. Marquinhos Diniz jogou pra plateia, enfileirando grandes sucessos de Zeca Pagodinho, Seginho Meriti ("Deixa a Vida Me Levar") e outros, num medley de encerramento que esquentou ainda mais a galera. Até a secretária de cultura Jandira Feghali, que assistia ao show, cantava e jogava as mãos pro alto junto com o público.
Na saída do Arpoador, o carioca que seguisse caminho pela Av. Atlântica acabou assistindo ainda ao campeonato de esculturas na areia, promovido pela prefeitura como mais um dos pequenos adendos do Viradão e tão peculiares ao Rio.
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